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Mesmo com briga contra taxação pelo governo do estado, Cuiabá é campeã nacional em instalação de energia solar

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A capital mato-grossense é a campeã nacional de energia solar distribuída, pelo terceiro mês consecutivo, segundo relatório divulgado em setembro pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Em segundo lugar está Brasília (DF), e em terceiro, Uberlândia  (MG).

Cuiabá possui uma capacidade instalada de 86,0 MW de geração fotovoltaica em geração distribuída.

Desse montante, a Oeste Solar, empresa especialista em energias renováveis, é responsável por aproximadamente 30% dessas instalações. De acordo com o diretor da empresa, Tiago Vianna, o aumento da procura pela energia solar se deve ao fato  do alto valor da energia no Brasil, em especial neste ano devido à crise hídrica e ao aumento da energia causada pelas bandeiras tarifárias .

“A sustentabilidade também é um dos fatores que pesa na decisão do consumidor, pelo fato da captação de energia elétrica ser feita pela luz do sol, que é abundante e renovável, não afetando o meio ambiente”, explica Vianna.

A captação de energia solar é feita por placas fotovoltaicas, e enviada para o inversor que converte a corrente contínua em corrente alternada, sendo jogada na rede ou armazenada em baterias para uso direto do consumidor.

O diretor acrescenta que, a Oeste Solar oferece ao cliente todo o suporte necessário. “Acompanhamos desde a visita técnica de viabilidade, passando pelo desenho do projeto, trâmites com a concessionária, até a manutenção do sistema instalado. Prestamos todo esclarecimento para o consumidor, que com certeza estará realizando um ótimo investimento”.

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Transição

No final de agosto a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei sobre a geração própria de energia elétrica, que estabelece uma transição para a cobrança de encargos e tarifas de uso dos sistemas de distribuição por parte dos micro e minigeradores.

O projeto, que teve seu texto principal aprovado com 476 votos favoráveis e apenas três votos contrários na intenção de beneficiar principalmente a energia solar, segue agora para o Senado. Deputados chegaram a votar emendas que tentavam mudar o mérito da proposta, mas foram aprovadas apenas mudanças de redação.

Ao defender a aprovação de seu parecer em plenário, o relator do projeto, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), afirmou que a última versão do texto, o substitutivo aprovado nesta quarta-feira, é fruto de reuniões com líderes de bancada, e contribuições de parlamentares, além de conversas com o Ministério de Minas e Energia, com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), associações ligadas à energia solar e a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

“Ao fim, o consenso foi conquistado, tendo as seguintes premissas principais: a democratização do acesso à geração solar, por meio da retirada da cobrança da taxa de disponibilidade; a garantia da remuneração do pagamento do uso do fio para as concessionárias e, por fim, a valorização econômica dos atributos positivos da micro e minigeração distribuída, incluindo os locacionais, bem como dos seus custos sistêmicos e posterior compensação entre ambos para a construção de nova tarifação, que passará a vigorar após um período de transição de 6 anos”, explicou o deputado.

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Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, a aprovação do PL desfaz as incertezas jurídicas e regulatórias que pairavam sobre o mercado.

Com isso, disse ele, o projeto traz estabilidade, previsibilidade e clareza para o crescimento acelerado da energia solar no Brasil.

A Absolar destacou que a lei prevê uma vacância de 12 meses, período no qual todos os projetos continuam na regra antiga. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) dará diretrizes e um cálculo de benefícios e custos será publicado pela reguladora Aneel em até 18 meses.

Além disso, depois da vacância, o projeto prevê uma transição de seis ou oito anos com pagamento gradual do uso da rede. Após este período, vigorará uma nova regra, que será definida pelo cálculo de custos e benefícios, destacou.

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ECONOMIA

Com retomada da economia e aumento da demanda, preços dos combustíveis pode “explodir” em novembro em MT

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De orgulho à vergonha nacional!

Petrobras se tornou uma empresa arrecadatória custe o que custar, talvez pela única vez na história de sua fundação, alega não ter capacidade de atender a demanda interna.

Um tapa na cara dos brasileiros, consequência disso será a explosão de preços e mais dinheiro no caixa da Petrobras para remunerar seus acionistas e fundos de investimentos…

Caminhoneiros e frotistas já estudam parar o Brasil!

A sociedade não aguenta mais tanta incompetência…

Éder Moraes

Repórter-MT – A Petrobras emitiu comunicado nesta quarta-feira (20) e confirmou que não poderá atender todos os pedidos de fornecimento de combustíveis (gasolina e diesel) para novembro, que teriam vindo acima de sua capacidade de produção. Isso acendeu um alerta para Mato Grosso, que assim como outros estados do Brasil, pode ficar sem combustível.

Na nota, a petroleira afirmou que recebeu uma “demanda atípica” de pedidos de fornecimento de combustíveis para o próximo mês, muito acima dos meses anteriores e de sua capacidade de produção, e que apenas com muita antecedência conseguiria se programar para atendê-los. O fato pode gerar ainda mais aumento no preço dos combustíveis que já ultrapassa R$ 5,15, o litro do diesel, e R$ 6,89, a gasolina.

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O Sindipetróleo comunicou que tem consultado bases de distribuição e revendedores e, no momento, não há registro de falta de combustíveis no estado.

“O Sindicato acompanha o cenário nacional através das notícias. Há preocupação no mercado de combustíveis, diante das notícias que circulam” disse o diretor-executivo, Nelson Soares Junior.

Veja reportagem relacionada do blogdoedermoraes sobre o tema:

Petrobras tem demanda para novembro acima da capacidade de produção

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