ELEIÇÕES 2022

Bolsonaro promete vetar quarentena eleitoral para juízes e militares e diz que não vai tomar vacina para ir a ONU

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira, 16, que vai vetar a quarentena eleitoral para juízes e policiais militares, caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional: “Um absurdo, espero que o Senado não aprove isso daí. Se o cara sai da cadeia, pode ser candidato à Presidência da República, e você, militar da ativa, não pode ser candidato a vereador. Se passar no Senado, e acho que não passa, obviamente, a gente veta”, disse.

Durante sua tradicional live nas redes sociais, o chefe do Planalto disse que a medida quer “alijar os militares de maneira geral da política”.

Na última quarta, a Câmara recolocou no projeto da reforma eleitoral a emenda que prevê que juízes, integrantes do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares tenham que ficar quatro anos longe do cargo antes de concorrerem às eleições a partir do pleito de 2026. A medida ainda será analisada pelos senadores.

Vacina
Jair Bolsonaro também disse que não vai tomar vacina contra a Covid-19 para comparecer à Assembleia Geral da ONU, que acontece na semana que vem. “Tomar vacina pra que? Minha taxa de anticorpos está lá em cima, eu te apresento o documento. Eu estou bem, vou tomar vacina, a Coronavac, por exemplo, que não vai chegar a essa efetividade, pra que eu vou tomar? Depois que todo mundo tomar a vacina, eu vou decidir o meu futuro aí”.A cidade de Nova York, onde fica a sede do órgão, determinou que todos os participantes do evento deveriam ter um comprovante de imunização. Entretanto, a ONU afirmou que não pode cobrar o documento.O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que participou da live, afirmou que irá manter a decisão de suspender a vacinação contra a Covid-19 em adolescentes sem comorbidades. A reiteração ocorre após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter divulgado uma nota na qual diz que, até o momento, “não existem evidência que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina”.

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Perguntado se os estados vão seguir com a vacinação dos adolescentes, Queiroga voltou a dizer “que eles já não respeitavam antes”. “Depois reclamam da centralidade das ações do ministério. O ministério recomendou a vacina a partir do dia 15, tá bem claro e em bom português, mas começaram a vacinar antes e com vacinas que não são aprovadas pela Anvisa, basta olhar”, completou.

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Política Nacional

Bolsonaro confirma no Ceará o Auxílio Brasil de R$ 400, mas não explica a origem dos recursos

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O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quarta-feira, 20, em evento na cidade de Russas, no Ceará, o valor de R$ 400 para o Auxílio Brasil, como adiantou o Estadão/Broadcast. Em meio à queda de braço entre as alas política e econômica do governo sobre o formato de financiamento do programa para substituir o Bolsa Família, Bolsonaro, no entanto, mesmo sem explicar a origem dos recursos, prometeu que não vai furar o teto de gastos, regra que limita o avanço das despesas à inflação. “Temos a lei do teto, que respeitamos”, afirmou.

“Ontem nós decidimos, como está chegando ao fim o auxílio emergencial, dar uma majoração para o antigo programa Bolsa Família, agora chamado Auxilio Brasil, a R$ 400″, declarou o presidente em evento do edital para construção do Ramal do Salgado, um canal do projeto de integração do Rio São Francisco. “Temos a responsabilidade de fazer com que recursos saiam do Orçamento da União, ninguém vai furar teto, ninguém vai fazer nenhuma estripulia no Orçamento. Mas seria extremamente injusto deixar 17 milhões de pessoas com valor tão pouco (sic) no Bolsa Família”, acrescentou.

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Bolsonaro decidiu por um benefício de R$ 400 para o substituto do Bolsa Família até dezembro de 2022, ano em que vai tentar a reeleição. Desse valor, cerca de R$ 200 seriam um pagamento temporário, com metade disso fora do teto de gastos. A possibilidade de furar a regra considerada a âncora fiscal do País causou forte repercussão negativa no mercado financeiro e dentro da equipe econômica.

Apesar da promessa de Bolsonaro, o governo flerta com a flexibilização do teto para justamente conseguir arcar com R$ 400 de benefício. Quando a proposta era de R$ 300, já havia a ideia de limitar o pagamento de precatórios através de uma PEC, justamente pelo espaço reduzido do teto de gastos enquanto o Congresso pressiona por mais emendas parlamentares,

O presidente ainda prometeu a conclusão das obras de transposição do Rio São Francisco e admitiu que a carga tributária do Brasil está elevada. “Mas, no meu governo, nada foi majorado”, disse, sem citar o ajuste para cima no IOF justamente para financiar parte do Auxílio Brasil.

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COLABOROU IDIANA TOMAZELLI

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