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Vivemos as duas piores semanas da pandemia e tendência é piorar, alerta Lúdio Cabral

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O deputado estadual e médico sanitarista Lúdio Cabral (PT) alertou que os indicadores da covid-19 em Mato Grosso devem piorar ainda mais nas próximas semanas, seguindo a tendência das duas últimas semanas, que foram as piores de toda a pandemia. Lúdio, que tem monitorado e feito projeções sobre a evolução da covid-19 em Mato Grosso desde março de 2020, observou que vivemos o pior momento da pandemia, com o caos no sistema de saúde, principalmente em função variante amazônica do vírus, que é mais contagiosa, mais letal, produz quadros clínicos mais graves e pode reinfectar quem já teve covid.

“A pandemia piora a cada semana. A semana passada foi a pior e, de lá pra cá, houve aumento de 30% no número de casos e óbitos. E essa tendência se mantém. Os indicadores da 11ª semana epidemiológica de 2021, dos dias 14 a 20 de março, superam os números da semana retrasada, que já havia sido a pior da pandemia. Foram notificados 14,3 mil casos novos de covid-19, um aumento de 30% em relação à semana anterior. Os óbitos também apresentaram aumento de 29,6%. Foram notificados 437 óbitos entre os dias 14 e 20 de março, média diária de 62 mortes. Além disso, a taxa de contágio mantém-se em 1,30 e sem sinais de redução, o que significa que os números seguirão elevados na próxima semana”, analisou Lúdio.

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Desde 22 de janeiro, Lúdio vem recomendando ao governador a adoção de quarentena por pelo menos duas semanas em todo o território de Mato Grosso para conter a transmissão do vírus. Lúdio observou que o isolamento social é a única forma de conter a transmissão do vírus, enquanto não temos vacinas em quantidade suficiente para imunizar a população. Isso evitaria um agravamento ainda maior da situação atual, com sistema de saúde colapsado e fila de espera por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

“Com o sistema de saúde em colapso de leitos de UTI, com a exaustão das equipes de saúde, e com sinais de que podem faltar insumos importantes para o atendimento a casos graves (materiais e medicamentos), a realidade exige que se decrete quarentena em todo o território de Mato Grosso e que seja acelerada a vacinação da nossa população. Essa quarentena deve restringir as atividades não essenciais e permitir que os serviços essenciais funcionem sem restrição de horário. Além disso, o Estado precisa dar proteção econômica aos trabalhadores e aos setores econômicos mais vulneráveis”, afirmou Lúdio. 

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Para debater o cenário da pandemia, o andamento da vacinação e as medidas que precisam ser tomadas para combater a covid-19, Lúdio convocou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que deve prestar esclarecimentos ao plenário da Assembleia Legislativa ainda nesta semana, em data a ser definida pela Mesa Diretora.

Fonte: ALMT

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“Com seca mais intensa, prevenção é essencial para evitar que tragédia no Pantanal se repita”, alerta Lúdio Cabral

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Foto: Helder Faria

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a importância do planejamento para prevenção e combate aos incêndios para evitar novas tragédias provocadas pelo fogo no Pantanal. Em audiência pública remota na quinta-feira (17), Lúdio reuniu moradores da região, pesquisadores, sociedade civil organizada e os órgãos responsáveis, para apresentar as ações que já estão em execução e o que ainda precisa ser feito. Muitos debatedores alertaram que a seca deve ser pior neste ano e o risco de grandes incêndios é alto. Uma comissão especial ou câmara setorial temática deverá ser criada para acompanhar o andamento das ações.

“Em 2020, um terço do Pantanal foi devastado pelo fogo. A escassez de chuvas e a previsão de uma seca mais intensa mostravam o perigo. Se os órgãos responsáveis utilizassem os mecanismos que medem e preveem essas situações, isso poderia ter sido evitado. Mesmo quando o fogo começou, se houvesse uma intervenção mais eficiente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e dos órgãos federais, não teríamos vivido a tragédia que vivemos. Temos que evitar que isso se repita em 2021. Ou conseguimos concretizar as medidas para evitar que os incêndios aconteçam, ou teremos uma nova tragédia de proporções muito maiores”, afirmou Lúdio.

O climatologista Rodrigo Marques, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), mostrou índices que apontam que a seca em 2021 pode ser pior que a de 2020. “O volume de chuvas do Pantanal é semelhante ao semiárido nordestino, o que mostra a fragilidade do sistema. Entre janeiro e maio deste ano, choveu 50,6% do volume previsto. E não adianta falar de seca no Pantanal sem saber de onde vem a chuva”, alertou o pesquisador, que exibiu ainda uma animação que mostra como a Floresta Amazônica alimenta as nuvens que trazem chuva ao Cerrado e ao Pantanal, por meio dos chamados “rios voadores” (veja o vídeo nesse link https://www.youtube.com/watch?v=teeXse6pk7k).

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Marcondes Coelho, do Instituto Centro de Vida (ICV), apresentou o mapeamento das brigadas em Mato Grosso e alertou que o estado já lidera os focos de incêndio em 2021. “São 3,3 mil focos de calor detectados entre janeiro e maio deste ano, o que é muito preocupante, somado à questão pluviométrica e climatológica”, disse. O coronel Paulo Barroso, da reserva do Corpo de Bombeiros e do grupo SOS Pantanal, alertou para a necessidade de preparação para enfrentar a tragédia anunciada. “O professor Rodrigo demonstrou bem como Mato Grosso depende da Amazônia para ter chuva. Com menos chuva, tem mais fogo”, observou.

Representantes do Corpo de Bombeiros, coronel Agnaldo Pereira, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Marco Aurelio Aires, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Cibele Xavier, e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Ademar do Nascimento, apresentaram a estrutura disponível nos órgãos e o planejamento das ações. A deputada federal Rosa Neide (PT) citou as ações da comissão externa do congresso que acompanha a situação no Pantanal e alertou que o corte de verbas promovido pelo governo federal dificulta a ação dos órgãos ambientais.

Alterações no bioma

A bióloga Solange Ikeda, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), acompanha a recuperação do bioma e alertou para o desequilíbrio gerado pelos incêndios do ano passado. “O Pantanal está rebrotando, mas precisamos de pesquisas para saber quais espécies estão rebrotando e entender se a configuração natural do Pantanal foi alterada pelos incêndios. A restauração das nascentes precisa ser feita de forma cuidadosa. É importante pensar também na recuperação social, econômica e cultural das comunidades pantaneiras”, afirmou.

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A coordenadora da Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, Cláudia Sala de Pinho, citou que as políticas públicas demoram a chegar às comunidades tradicionais e que há insegurança alimentar. O ambientalista Isidoro Salomão, da Sociedade Fé e Vida, lembrou que, além do fogo, há outras ameaças ao Pantanal. “Só temos água porque vem de fora. A água que nasce no Pantanal é muito pouca. Vamos cuidar da água, dos bichos e da gente que vive no Pantanal. Vamos lutar contra a ameaça da hidrovia, das PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e dos agrotóxicos que envenenam nossa água e matam os peixes”, disse.

Lúdio Cabral destacou ainda que o debate sobre o fogo no Pantanal não pode se limitar a ações pontuais de combate aos incêndios. “Há um debate muito mais profundo que precisamos fazer, sobre as causas estruturais que levam o Pantanal a essa situação. O problema está muito claro: escassez de água e mudanças climáticas causadas por intervenções humanas locais. Temos que discutir o modelo de desenvolvimento atual baseado na monocultura para exportação, no uso intensivo de agrotóxicos, na destruição do Cerrado e no desmatamento da Floresta Amazônica, além de rever a instalação das mais de 100 PCHs previstas nos rios da bacia do Alto Paraguai que alimentam o Pantanal”, listou.

Fonte: ALMT

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