NOVA TRÊS MARIAS

Fazendeiro é multado em R$ 10,4 milhões por queimada no Pantanal

Publicados

em

Foto Ilustrativa – Chico Ribeiro

Após diligência requisitada pelo Ministério Público de Mato Grosso, o proprietário da Fazenda Nova Três Marias, localizada na zona rural do município de Santo Antônio de Leverger (a 34km de Cuiabá), foi multado pela Polícia Militar de Proteção Ambiental em R$ 10,4 milhões pela queimada de 1.735,7077 hectares de vegetação nativa do bioma Pantanal Mato-grossense. O auto de infração, lavrado no dia 14 de julho, já foi encaminhado ao MPMT para adoção das medidas legais. O infrator tem prazo de 20 dias para pagar a multa ou apresentar defesa administrativa.

A ação fiscalizatória foi iniciada a partir do trabalho da equipe da Promotoria de Justiça de Itiquira em colaboração com a Promotoria de Justiça de Bacia Hidrográfica do Rio São Lourenço no âmbito do programa “Olhos da Mata – Coibindo o Desmatamento Ilegal em Tempo Próximo ao Real”, que identificou possível dano ambiental na propriedade com base em alertas gerados pela plataforma online “Global Forest Watch”, e requisitou vistoria à Polícia Militar Ambiental. Integrantes do Comando Especializado 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Proteção Ambiental visitaram a fazenda e constataram indícios de queimada intencional.

Inicialmente, um funcionário da propriedade informou que o fogo teria sido causado por fenômenos naturais após uma forte tempestade na região. Contudo, o levantamento técnico realizado pelo órgão ambiental constatou que a variação da umidade da vegetação a partir de imagens de satélite não indicava evento meteorológico compatível com essa versão e concluiu pela existência de “fortes indícios de queimada intencional e controlada com o objetivo de destruir a vegetação nativa do bioma Pantanal para uma futura formação de pastagem para animais”.

Segundo relatório técnico do auto de infração 20214189, o proprietário realizou aceiros em torno da propriedade e colocou fogo em seu interior, por mais de uma vez, para destruir a vegetação nativa do Pantanal.

Embargo – O auto de infração estabelece ainda embargo às atividades ligadas ao uso da área queimada irregularmente, inclusive a semeadura para postagem e a criação de gado. Além disso, o proprietário da fazenda foi notificado a retirar os animais da área queimada e mantê-la isolada para regeneração natural.

“A fiscalização em tempo próximo ao real, combinada com diligência no local do fato enquanto a ação estava em curso, permitiu a colheita de vários indícios quanto ao nexo de causalidade do fogo. Uma ação criminosa que ficaria impune gerou um auto de infração e embargo da área, além da notificação do proprietário para se abster de realizar a semeadura de capim exótico em substituição a vegetação nativa do Pantanal. O fato também tem consequências na esfera cível e criminal”, explicou o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga.

Fonte: Assessoria MP-MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  AL convoca Furnas para explicar peixes e animais mortos no Manso; denúncia foi feita aqui no blog esta semana
Propaganda

MEIO AMBIENTE

Carta aberta ao governador do Estado de Mato Grosso, Deputados Estaduais e demais autoridades ambientais

Publicados

em

Nós, abaixo-assinados estamos aqui em Mimoso, Barão de Melgaço, Porto de Fora, Mutum, Capoerinha, Mucambo, São Pedro, antes da guerra do Paraguai. Foram nossos ancestrais Lucas Evangelista, Gonçalves de Queiroz, Brandão, Padilha, Pio de Siqueira, Pães de Barros, Ferreira Leite, Caetano de Sá, Pinheiro de Castro, Alencastro, Corrêa da Costa, Teixeira da Silva, Mariano da Silva, Neves, liderados por Augusto Leverger que salvamos Mato Grosso da invasão Paraguaia.

Nossos ancestrais Guatós, Bororos e Paiaguás estão aqui antes de vocês. As soluções ambientais apresentadas pelo Ministério Público estão erradas e suas realizações vão acabar com as lendárias baias Chacororé e Siá Mariana. Fechar as baías faz a água ficar podre e acumular terra no seu fundo, indo contra a ordem natural da natureza.

Com conhecimento centenário, propomos o seguinte:

a) limpeza do rio Mutum, com retirada dos batumes e acúmulo de aguapé desde a fazenda ponta do morro até a boca da baìa;

b) destruição das barragens das baías;

c) desobstrução de todos os corixos, principalmente, acima da rodovia Mimoso/Porto de Fora;

Leia Também:  Carta aberta ao governador do Estado de Mato Grosso, Deputados Estaduais e demais autoridades ambientais

d) liberação de volume maior de água do Lago do Manso, para sobrar água do Rio Cuiabá para jogar água na baía de Porto de Fora, Barão e Chacororé, no mês de novembro, antes do período chuvoso e fechado para Piracema;

e) proteção das nascentes que formam a bacia do Rio Cuiabá;

Dr. Sebastião Ferreira – Advogado/nascido em Mimoso

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA