REPERCUSSÃO

AL convoca Furnas para explicar peixes e animais mortos no Manso; denúncia foi feita aqui no blog esta semana

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Em vídeos divulgados nas redes sociais e em reportagem no BLOGDOEDERMORAES, 40 toneladas de peixes e animais silvestres foram encontrados mortos.

Por unanimidade, o plenário da Assembleia Legislativa aprovou em sessão extraordinária na quarta-feira (6) requerimento de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSDB) que convoca a direção da empresa Furnas Centrais Elétricas S/A a comparecer no dia 13 de julho, às 9h, para prestar esclarecimentos públicos a respeito da mortandade de 40 toneladas de peixes no Lago do Manso.

Essa quantidade de peixes mortos foi encontrada no dia 5 de julho. Um vídeo que circulou nas redes sociais exibe um pescador mostrando uma grande quantidade de peixes mortos na Lagoa do Manso.

Moradores do local ainda relataram que além das mortes dos peixes e do animal, uma jovem foi tomar banho no lago e ficou com o corpo todo embolado.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) instaurou procedimentos para investigar as causas deste acidente.

“É necessário conciliar a preservação do meio ambiente com a atividade econômica. Esse episódio merece a total apuração do Estado”, afirma o deputado Wilson Santos.

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Veja reportagem publicada inicialmente com a denúncia no blog:

Moradores denunciam possível envenenamento de água, morte de peixes e animais no lago do Manso – VEJA VÍDEOS

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MEIO AMBIENTE

Estudos mostram que a mudança climática já afeta maioria da população mundial; Cuiabá fica cada vez mais quente

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Os efeitos das mudanças climáticas já podem impactar 85% da população mundial, segundo análise de dezenas de milhares de estudos, divulgados nesta segunda-feira (11).

Os efeitos das mudanças climáticas já podem impactar 85% da população mundial. A conclusão é de pesquisadores que analisaram dezenas de milhares de estudos.© Leo RAMIREZ – Os efeitos das mudanças climáticas já podem impactar 85% da população mundial. A conclusão é de pesquisadores que analisaram dezenas de milhares de estudos.

Uma equipe de pesquisadores analisou cerca de 100 mil estudos publicados entre 1951 e 2018, a respeito do aquecimento global, com o auxílio de sistemas computacionais.

“Temos evidências devastadoras de que as mudanças climáticas afetam todos os continentes, todos os sistemas”, disse o autor do estudo, Max Callaghan, à AFP.

Callaghan e pesquisadores do Instituto Mercator, com sede em Berlim, mapearam o globo e os impactos das mudanças climáticas.

O resultado mostra que 80% da Terra, que abriga 85% da população mundial, é afetada por estudos que preveem mudanças de temperatura e chuvas associadas ao aquecimento global.

Leito da lagoa de Suesca, seco por causa de uma forte seca provocada pelas mudanças climáticas em foto de 9 de março de 2021 no município de Cucunabá, região central da Colômbia© Raúl Arboleda – Leito da lagoa de Suesca, seco por causa de uma forte seca provocada pelas mudanças climáticas em foto de 9 de março de 2021 no município de Cucunabá, região central da Colômbia

Os impactos são menos documentados em países pobres. Tendências nas chuvas e temperaturas na África podem estar relacionadas às mudanças climáticas, “mas não temos muitos estudos documentando as consequências dessas tendências”, explica Max Callaghan, que vê isso como um “ponto cego em nossa compreensão dos impactos”.

A pesquisa sobre mudanças climáticas cresceu exponencialmente nos últimos anos, com cerca de 1.500 estudos publicados entre 1951 e 1990, contra 75.000 a 85.000 nos últimos cinco anos.

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Cuiabá
Famosa por ser uma das cidades mais quentes do Brasil, Cuiabá faz jus à fama. Nem tanto pela condição natural de sua localização geográfica e de se relevo topográfico, mas cada vez mais pela ação antrópica do ser humano na natureza. A capital de Mato Grosso está cada dia mais quente porque o homem está interferindo negativamente em seu ambiente.
Até o final dos anos de 1990, Cuiabá era conhecida pelo apelido de “Cidade Verde”, graças aos seus quintais cobertos por pomares e suas ruas arborizadas. Este cenário, no entanto, vem sofrendo uma rápida e profunda transformação nos últimos 15 anos. A explosão demográfica e a verticalização da cidade tem trocado as árvores pelo concreto, a cerâmica, o asfalto. “Em Cuiabá, esse processo vem se acelerando por conta dos condomínios, edifícios e empresas que estão ocupando o lugar dos antigos quintais, cheios de plantas e árvores”, saliente o professor da rede pública e biólogo Setembrino da Silva.
Como resultado imediato dessa cultura arquitetônica que desafia a natureza, as “bolhas de calor” se multiplicam e se expandem constantemente na zona urbana.
Outra consequência desse processo de deteriorização do meio ambiente urbano pelo desflorestamento da zona urbana e do seu entorno, já experimentado pelos cuiabanos é a queda na qualidade de vida da população em geral, o aumento dos gastos financeiros com energia elétrica, equipamentos de ar condicionado, ventiladores, climatizadores de ambiente e tratamentos médicos.
Previsões Catastróficas
Daqui a apenas 20 anos, no tempo de vida da maior parte dos leitores deste texto, o Brasil poderá ter seu cotidiano e sua economia transformados – para pior – pela mudança do clima. Secas violentas impedirão o parque hidrelétrico de gerar energia para atender à população e tornarão fúteis investimentos bilionários em barragens na Amazônia.
Culturas como a soja poderão ter redução de até 39% em sua área. A elevação do nível do mar deixará exposto a alto risco de destruição um patrimônio imobiliário de até R$ 124 bilhões apenas na cidade do Rio de Janeiro. Mais idosos morrerão por ondas de calor, especialmente no Norte e no Nordeste.
As más notícias vêm do maior estudo já realizado sobre impactos da mudança climática no Brasil. Trata-se do “Brasil 2040 – Alternativas de Adaptação às Mudanças Climáticas”, encomendado pela Secretaria de Estudos Estratégicos da Presidência da República ainda em 2014, a diversos grupos de pesquisa do país e divulgado em 2015, sem alarde, na página do extinto ministério na internet.
O trabalho busca entender como o clima poderá variar no Brasil nos próximos 25, 55 e 85 anos, de forma a embasar políticas públicas de adaptação em cinco grandes áreas: saúde, recursos hídricos, energia, agricultura e infraestrutura (costeira e de transportes).
O resultado do estudo aponta para uma verdadeira catástrofe. Em todos os cenários projetados, o Brasil de 2040 será um país mais quente e mais seco. As temperaturas médias nos meses mais quentes do ano podem subir até 3ºC em relação às médias atuais no Centro-Oeste. A região Sul tende a ficar mais chuvosa, enquanto o Sudeste, o Centro-Oeste e partes do Norte e Nordeste teriam reduções as chuvas, em especial nos meses de verão.
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