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FENABRAVE-MT

Comércio de veículos em Mato Grosso cai 2,26% em junho, mas sobe 23% no semestre

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Volume de vendas de novos poderia ser maior, não fosse o impacto das restrições no funcionamento das fábricas de componentes

A comercialização de veículos novos em Mato Grosso teve uma queda de 2,26% em junho, quando houve o emplacamento de 8.989 unidades. Em maio, foram emplacadas 9197 unidades. Já a comparação do primeiro semestre de 2021 com o mesmo período de 2020 aponta aumento de 23,87% com a venda de 47,2 mil unidades.

Os dados são divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores e enviados à Regional Mato Grosso (Fenabrave-MT) e referem-se aos segmentos de automóveis e comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários e similares.

Automóveis e Comerciais Leves: o segmento é responsável por 45% de participação das vendas nas concessionárias. Em junho, com 3.888 unidades, a queda ficou em -1,37%. Já no semestre, os dados mostram alta de 29,40% e 22.484 unidades vendidas.

Caminhões e Ônibus: apresenta queda de -0,86%, com 4 unidades a menos que em maio. Em junho, a soma foi de 463 emplacamentos. Já no acumulado do ano, foram 2.290 unidades vendidas, enquanto no primeiro semestre de 2020, foram apenas 1.550. Neste cenário, o aumento foi de 47,7%.

Motocicletas: a quantidade de motos vendidas em junho, perante maio, também caiu. A queda foi de -0,76% com 3.664 unidades emplacadas em junho. Referente ao primeiro semestre de 2021, as vendas totalizam 16,5 mil unidades e aumento de 9,2% na comercialização.

Implementos Rodoviários: também tiveram queda em junho de 25,64% com 522 unidades vendidas. Em maio foram 702 unidades. No semestre as vendas aumentaram 35,5%.

Neste momento de pandemia, com a vacina ainda em fase de ampliação, o ano se torna ainda mais desafiante para o setor. Primeiro, as montadoras tiveram de superar a estagnação do mercado por causa da recessão econômica e, agora, enfrentam a crise provocada pelo coronavírus.

Na avaliação de Paulo Boscolo, diretor-presidente da Fenabrave-MT, o setor em Mato Grosso tende a acompanhar o que acontece na economia nacional. No Brasil houve queda de 3%. “Comparando maio com junho, vê-se certa estabilidade, sendo que a diferença está no número de dias úteis do mês. Já no semestre, a avaliação é positiva e acena para um melhor desempenho daqui para frente. Mais pessoas vacinadas podem representar maior aquecimento da economia”, explica Boscolo.

Expectativas 

Segundo representantes do setor de veículos novos, a projeção para 2021 é de crescimento de mais de 13%, conforme tendência nacional. Dessa forma, as vendas podem ultrapassar 12 mil unidades em Mato Grosso. Para a projeção se realizar, o volume de montagem de veículos deve também crescer, já que o atual cenário é de falta de componentes, tais como pneus e chips.

Notícias sobre o mercado citam que a indústria nacional deixou de produzir entre 100 mil e 120 mil veículos.  “Venderíamos mais, se houvesse mais produtos para entregar”, comentou Edson Maia, do Grupo Saga e representante do segmento de automóveis. No segmento de implementos rodoviários e motos, os pensamentos são os mesmos: existe demanda reprimida e as fábricas estão atrasadas na entrega de insumos em geral.

Fonte: Assessoria Fenabrave-MT

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CUIABÁ

Procon Cuiabá realiza atendimento especializado às pessoas superendividadas

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Desde o mês de maio desse ano, o Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Cuiabá) firmou parceria inédita com o Poder Judiciário e Universidade de Cuiabá a fim de oferecer atendimento especializado à população superendividada da capital. Mais de 100 processos envolvendo superendividamento já foram recebidos. A estimativa é de que  em Cuiabá cerca de 60 a 80 mil pessoas  estejam superendividadas.

Diariamente, o Procon Cuiabá recebe de cinco a seis pessoas superendividadas. Dívidas com cartão de crédito, crédito consignado e empréstimos são as mais comuns, chegando ao ponto de alguns consumidores possuírem até 12 credores diferentes.

“A receptividade desse tratamento econômico, financeiro, social e psicológico está sendo excelente. As pessoas superendividadas estão entendendo a necessidade de fazer o curso de educação financeira, aqueles que têm problemas com compras compulsivas podem fazer o tratamento psicológico. Estamos sentindo o retorno à dignidade dessas pessoas. A parceria está sendo muito bem recebida pelo público”, declarou o secretário-adjunto de Proteção e Defesa do Consumidor, Genilto Nogueira.

“São pessoas vivendo numa situação longe do necessário para a dignidade humana. Isso nos traz um nível de responsabilidade muito grande, exige bastante, estamos fazendo e aprendendo juntos e buscando cada vez mais aprimorar a parceria”, acrescentou Genilto.

O termo define a condição financeira daqueles que perderam a capacidade de pagar suas próprias contas de subsistência, como aluguel, luz, água ou escola por conta de dívidas tão grandes que elas também não conseguem mais quitá-las. Para que o cidadão tenha acesso ao serviço, a porta de entrada é o Procon Municipal, sendo ele o órgão responsável por fazer os devidos encaminhamentos, de acordo com cada necessidade e caso específico.

A coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos- Nupemec, juíza Cristiane Padim descreve a parceria como o fortalecimento dos devedores em situação de vulnerabilidade. Além da ajuda para quitar as dívidas, o trabalho ensina também os caminhos para a pessoa sair da situação, como também para evitar futuros endividamentos.

“A união dos acadêmicos com o Procon e o Poder Judiciário permite o trabalho em rede, mais ampliado e estratégico, cujo objetivo se traduz no real acolhimento do superendividado, auxiliando nas conciliações, propiciando capacitação e, muitas vezes, o tratamento psicológico”, destacou a juíza.

Aberto o processo de negociação, o consumidor é encaminhado para a Universidade de Cuiabá, que fará a elaboração do relatório que retrata se o caso se enquadra na classificação de superendividamento prevista na Lei n. 14.181/2021. Elabora um parecer e uma projeção do quanto essa pessoa pode dispender da renda para pagamento de dívidas e o que poderia sobrar para negociar com os credores. Esse relatório volta para o Procon, que chama as empresas para as audiências de conciliação, na tentativa de diminuir parcelamentos, tirar juros, diminuir valores de parcelas e fazer a renegociação entre as empresas e a parte. O resultado dessas audiências é homologado rapidamente pelo Poder Judiciário.

O professor-coordenador dos cursos de Administração e Ciências Contábeis da Unic, Ederaldo Lima, considera a pandemia como um fator potencializador do endividamento da população brasileira. “As pessoas estão gastando mais do que ganham, se endividaram para comprarem medicamentos, alimentação, ou seja, os gastos foram maiores por ficarem mais tempo em casa. Muitas reformas foram feitas nesse período, o que não estava previsto no orçamento familiar. O resultado disso foi o crescimento do endividamento”, apontou o professor Ederaldo.

Lei Federal n. 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento, entrou em vigor em julho e oferece uma solução para consumidores que não conseguem mais pagar as parcelas.

A unidade do Procon está localizada na Rua Joaquim Murtinho nº 554, Centro. O telefone é: (65) 3641-6400. O Horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

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